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Escolas de São Paulo têm um caso com drogas por dia

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Na escolas públicas e particulares da cidade de São Paulo, houve em média uma ocorrência por dia de uso ou tráfico de entorpecentes durante o atual ano letivo – contando apenas os dias de aula -, seja na entrada, na quadra ou no pátio dos colégios da capital paulista. Policiais militares, civis e guardas metropolitanos registraram 147 casos até agosto deste ano.

A Polícia Civil, representada pelo Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc), informou que nesses oito meses prendeu 42 pessoas, sendo seis adolescentes. A Polícia Militar (PM) não dispõe do número de presos por tráfico ou porte nas escolas de São Paulo. A Guarda Civil Metropolitana (GCM) deteve 33, sendo 12 menores.

Os números apontam que o maior problema está nas escolas públicas. Mas, segundo o Núcleo de Apoio e Proteção às Escolas (Nape), subordinado ao Denarc, colégios particulares não ficam muito longe. “O que acontece é que nas escolas particulares são poucas as denúncias. Quando aparecem é porque o pai achou “algo errado” no armário do filho. Nas públicas, as denúncias partem dos diretores, professores e alunos. Isso causa distorção”, disse o delegado-titular da 1ª Delegacia do Nape, Carlos Roberto Alves Andrade.

Na rede pública, são encontradas as drogas mais baratas. Uma pedra de crack pode custar R$ 5. Na particular, as mais caras, entre elas as sintéticas. Um comprimido de ecstasy sai por R$ 50. As investigações do Nape começam principalmente a partir de ligações recebidas pelo disque-denúncia (0800-111718) do departamento. As equipes são formadas por três policiais: dois investigadores rondam as ruas vizinhas à escola com uma viatura “fria” e um faz o trabalho de campo a pé.

A Polícia Militar faz o trabalho com equipes da Ronda Escolar, que conta com 1.008 homens, distribuídos pelos 25 batalhões da capital. A prioridade dos PMs são as escolas estaduais, mas eles não deixam de prestar ajuda a unidades da rede municipal e colégios particulares. A GCM faz trabalho semelhante ao da PM, mas com prioridade para as escolas da Prefeitura.

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