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Olhos em alerta: a epidemia silenciosa do século XXI

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 Entre o ar seco do inverno brasileiro, o brilho incessante das telas e o envelhecimento da população, a saúde ocular enfrenta desafios crescentes

Com a rotina cada vez mais conectada, o avanço da idade e a chegada do período de seca severa em diversas regiões do Brasil, um problema de saúde pública ganha contornos alarmantes: o olho seco e a fadiga visual. Essa combinação somada ao uso prolongado de computadores, smartphones e tablets está transformando o desconforto ocular em uma queixa comum, afetando desde jovens estudantes até profissionais que passam horas em frente às telas.

A explicação fisiológica para esse fenômeno é direta. “Passar longos períodos diante de telas afeta a lubrificação natural dos olhos”, alerta Magali Tamas, farmacêutica e supervisora de treinamento do Laboratório Teuto. Isso acontece porque, ao fixarmos a atenção em um ponto, diminuímos drasticamente o número de vezes que piscamos. “O número de vezes que piscamos por minuto chega a cair pela metade, o que dificulta o espalhamento adequado e uniforme da lágrima, além de favorecer sua evaporação”, explica a especialista.

Esse efeito é amplificado pela baixa umidade relativa do ar, comum no Centro-Oeste e em partes do Sudeste durante os meses de estiagem. “O ar seco é mais um fator que contribui para a maior evaporação das lágrimas, condição que pode levar a sintomas como ardência, sensação de areia, visão embaçada e cansaço ocular, impactando a qualidade de vida e a produtividade”, complementa Magali.

No entanto, faz um alerta crucial sobre a automedicação. “Colírio é um termo genérico”, explica. Enquanto os lubrificantes oculares, ou lágrimas artificiais, não são considerados medicamentos, por isso seu uso de forma contínua é seguro, os colírios vasoconstritores são medicamentos que devem ser usados em situações pontuais e sob orientação médica.

“Seu uso inadequado pode gerar diversos problemas, como o efeito rebote ou agravamento de outras condições clínicas”, ressalta Magali. Qualquer desconforto persistente ou que aumente de intensidade, como dor, secreção ou sensibilidade à luz, merece avaliação de um oftalmologista.

“Consultas frequentes ao oftalmologista são fundamentais para o diagnóstico e produtos de qualidade, confiança e preço acessível permitem o tratamento adequado e a manutenção da saúde e conforto ocular”, conclui. Diante desse cenário, a procura por alívio tem crescido exponencialmente.

Larissa Santana, coordenadora de Portfólio do Teuto, confirma a tendência de mercado. “O mercado de lubrificantes oculares tem apresentado crescimento consistente nos últimos anos, impulsionado por mudanças no estilo de vida e por fatores ambientais”, afirma.

Ela destaca que o perfil do consumidor se tornou mais amplo e diversificado. “Profissionais que trabalham por muitas horas diante de computadores, estudantes, pessoas que utilizam smartphones por períodos prolongados e até crianças têm apresentado maior necessidade destes produtos”, observa.

Tendência de mercado

Acompanhando o crescimento da demanda por soluções para a saúde ocular, o Laboratório Teuto vem ampliando seu portfólio na área. Entre os produtos disponíveis está o Biolágrima, lubrificante oftálmico à base de hialuronato de sódio, desenvolvido para promover hidratação prolongada da superfície ocular, aliviar a sensação de ressecamento e proporcionar maior conforto visual, inclusive para usuários de lentes de contato.

A companhia também disponibiliza o Colírio Teuto, um descongestionante ocular indicado para aliviar a vermelhidão e as irritações provocadas por fatores ambientais, como poeira, vento e fumaça. Diferentemente dos lubrificantes oculares, esse medicamento deve ser utilizado apenas em situações pontuais e conforme orientação de um profissional de saúde.

O investimento em oftalmologia faz parte da estratégia da empresa para acompanhar a evolução das necessidades dos pacientes. “Estamos desenvolvendo mais dois produtos voltados ao tratamento do olho seco, com previsão de lançamento até 2027. Nosso objetivo é ampliar o acesso a soluções modernas e contribuir para o cuidado de uma condição que vem se tornando cada vez mais frequente na população”, conclui Larissa Santana.

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