O deputado Alfredo Gaspar apresentou o parecer final da comissão detalhando crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa envolvendo a cúpula do poder.
O deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), relator da CPMI do INSS, apresentou nesta sexta-feira (27) o relatório final pedindo a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. O parecer detalha a participação do filho do presidente em crimes graves, como tráfico de influência e organização criminosa. Além dele, outras 215 pessoas foram indiciadas por envolvimento em um esquema que desviava dinheiro de aposentados brasileiros.
A investigação aponta que Lulinha teria atuado na ocultação de bens e valores, além de participar ativamente de esquemas de corrupção passiva. Segundo o relator, as provas reunidas pela Polícia Federal e órgãos de controle são contundentes e justificam a medida extrema de prisão. O documento foi lido às pressas, um dia antes do encerramento oficial dos trabalhos da comissão, após decisões judiciais barrarem a prorrogação.
O relatório também atinge figuras influentes da política nacional, como o senador Weverton Rocha (PDT-MA) e o deputado Euclydes Pettersen (Republicanos-MG). O texto afirma que Weverton funcionava como uma liderança estratégica para garantir os interesses do grupo dentro da administração pública. Já Pettersen é apontado como um dos beneficiários diretos de propinas em fraudes que envolviam a confederação de agricultores familiares e empreendedores rurais.
Outros nomes centrais, como o “Careca do INSS” e o empresário Maurício Camisotti, foram listados como os operadores financeiros que movimentavam milhões de reais roubados dos benefícios previdenciários. De acordo com Gaspar, a estrutura criminosa era uma engrenagem sofisticada de arrecadação ilícita. Agora, o parecer final segue para as autoridades competentes para que as punições sejam aplicadas aos envolvidos nesse escandaloso desvio de recursos públicos.






