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Crise no INSS: Pesquisa aponta que 85% dos brasileiros defendem saída de Carlos Lupi, mas governo mantém apoio

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Levantamento ouviu mil pessoas entre os dias 29 de abril e 1º de maio, com margem de erro de três pontos percentuais

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Mesmo diante da forte pressão popular e política, o Governo Federal mantém a sinalização de que o ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, continuará no cargo. A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, saiu em defesa do ministro, embora tenha ressaltado que, caso surjam novos elementos, medidas poderão ser tomadas.

A crise ganhou força após uma operação da Polícia Federal revelar um esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), com prejuízos estimados em R$ 6,3 bilhões. As irregularidades, que envolvem descontos indevidos em aposentadorias e pensões, afetaram milhares de beneficiários.

Uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira (1º) pela AtlasIntel revela que 85,3% dos brasileiros acreditam que Lupi deveria ser afastado do cargo. O levantamento ouviu mil pessoas entre os dias 29 de abril e 1º de maio, com margem de erro de três pontos percentuais.

De acordo com o estudo, 84,4% dos entrevistados afirmaram ter acompanhado de perto o caso, enquanto apenas 15,6% disseram estar pouco informados sobre o escândalo. Além disso, 35,6% relataram conhecer alguém que foi prejudicado pelas fraudes e 6,4% afirmaram ter sido vítimas diretas.

A permanência de Lupi também gerou desconforto dentro de sua própria legenda. O líder do PDT na Câmara, deputado Mário Heringer (MG), criticou a forma como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está conduzindo a crise e advertiu que uma possível demissão do ministro poderia levar a bancada a romper com a base aliada do governo.

A oposição, por sua vez, intensificou a pressão. Parlamentares apresentaram um pedido formal para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com o objetivo de apurar as fraudes no INSS. A decisão de instaurar a CPI caberá ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Durante audiência na Câmara nesta semana, Lupi negou omissão e afirmou que o esquema já existia em gestões anteriores. Segundo o ministro, as investigações estão ajudando a identificar os verdadeiros responsáveis.

Enquanto o governo tenta conter os danos, cresce o desgaste político em torno do caso, que pode trazer novas consequências para a articulação entre o Executivo e o Congresso Nacional.

Da redação

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