Além da perda de produtividade, muitas propriedades registram queda na receita devido ao ataque dos animais
A população de porcos selvagens em Mato Grosso segue crescente e trazendo inúmeros prejuízos às propriedades rurais em diversas regiões do estado. Além da perda de produtividade, devido às áreas destruídas, produtores ainda amargam queda na receita.
A situação de lavouras prejudicadas e a rentabilidade frustrada devido aos ataques de porcos selvagens é recorrente, de acordo com o produtor Matheus Andrzejewski, e pode colocar em risco o futuro da cultura do milho no planejamento da propriedade.

Porcos selvagens atacam a soja também
Em Brasnorte, segundo o presidente do Sindicato Rural, Cleber José dos Santos Silva, a cada ano aumenta a área com prejuízos.
O presidente do Sindicato Rural de Brasnorte pontua que é preciso alguma medida que “venha através de um órgão do governo que legalize o controle do porco selvagem”. A apreensão observada em Brasnorte vem se alastrando por diversas regiões de Mato Grosso.
O produtor Antônio Fernandes de Mello comenta, em entrevista ao Canal Rural Mato Grosso, que no ano passado fez um cálculo aproximado e devido a presença dos porcos selvagens registrou em torno de 2% de perdas na soja e cerca de 5% no milho.
No município de Campos de Júlio estima-se que por ano mais de 500, 600 hectares sejam destruídos pelos ataques de porcos selvagens, comenta o presidente do Sindicato Rural do município, Rodrigo Cassol.
Na região de Matupá a situação não é diferente, salienta o presidente do Sindicato Rural, Fernando Bertolin.
O cenário visto pelas diversas regiões do estado também vem causando preocupação e deixa em alerta a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja Mato Grosso). A entidade diante da situação adotou um sistema de monitoramento em pontos estratégicos para fornecer dados que possam ajudar na criação de um futuro sistema de controle populacional dos animais nas lavouras por órgãos responsáveis.
O diretor administrativo da entidade, Diego Francisco Bertuol, explica à reportagem do Canal Rural Mato Grosso que o monitoramento iniciou há algum tempo com o intuito de conseguir materiais com fotos geolocalizadas para mostrar o ataque dos porcos selvagens no milho e outras culturas.
Ainda conforme o diretor da Aprosoja Mato Grosso, “isso encarece muito mais o alimento. Esse é um grande problema que atinge não só o produtor, mas todo o social. Precisamos desses dados para embasar, para conseguir pautar os nossos deputados para fazer o controle de modo assertivo dessas espécies”.
Na Assembleia Legislativa de Mato Grosso está sendo discutido o projeto de lei 551/2024 de autoria do deputado Gilberto Cattani (PL-MT), que prevê a autorização do controle populacional e o manejo sustentável do Javali europeu em todas as suas formas, linhagens, raças e diferentes graus de cruzamento no estado.
Fonte: Canal Rural