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Prefeituras terão reforço financeiro para enfrentar aumento de casos de SRAG infantil

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Objetivo é ampliar o fornecimento de vacinas e insumos necessários para a imunização, visando proteger a saúde das crianças e evitar o agravamento das síndromes respiratórias no país

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O Ministério da Saúde autorizou um repasse financeiro adicional aos municípios brasileiros para fortalecer o atendimento a crianças com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). A medida está prevista na Portaria GM/MS nº 6.914/2025, publicada no Diário Oficial da União em 6 de maio, e tem caráter excepcional e temporário.

Segundo o documento, os recursos deverão ser aplicados na Atenção de Média e Alta Complexidade do Sistema Único de Saúde (SUS), com foco no custeio de atendimentos relacionados à SRAG infantil. Para acessar o incentivo, os municípios precisam declarar situação de emergência em saúde pública devido ao aumento de casos da síndrome e apresentar um plano de enfrentamento aprovado pela Comissão Intergestores Bipartite (CIB).

Vacinação segue sendo estratégia essencial

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) reforça que a vacinação contra a gripe continua sendo uma das principais formas de prevenir complicações respiratórias, especialmente entre o público infantil. A entidade acompanha de perto a distribuição de vacinas pelo Ministério da Saúde, que é responsável pela aquisição e envio dos imunizantes aos estados e municípios.

Cabe aos estados fornecer insumos como seringas e agulhas, enquanto os municípios executam a imunização junto à população. No entanto, a CNM chama atenção para a fragilidade na distribuição de vacinas. Uma pesquisa divulgada pela entidade em dezembro revelou que 65,8% dos municípios enfrentaram desabastecimento de imunizantes do Calendário Nacional de Vacinação.

O estudo apontou que a vacina contra a varicela (catapora) foi a mais ausente, com 52,4% dos municípios (1.516) relatando falta do imunizante. Em segundo lugar, a vacina contra a covid-19 para adultos também apresentou escassez, estando em falta em 25,4% (736) das cidades pesquisadas, com média de 45 dias sem disponibilidade.

Diante desse cenário, a CNM destaca a importância de garantir a regularidade no fornecimento das vacinas e dos insumos necessários para a imunização, visando proteger a saúde das crianças e evitar o agravamento das síndromes respiratórias no país.

Por Jota Passarinho

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