Abundância de pasto não elimina desequilíbrios nutricionais; manejo entre energia, proteína e minerais é decisivo para maximizar a produtividade
O período das chuvas é marcado pela abundância de pastagens e pela sensação de que o rebanho encontra no pasto tudo o que precisa. No entanto, confiar exclusivamente na aparência da pastagem pode limitar o desempenho produtivo e comprometer resultados ao longo do ano.
“Muitos pecuaristas acreditam que o pasto verde e abundante já entrega todos os nutrientes necessários e, por isso, a suplementação pode ser reduzida ou dispensada nesse período. Porém, há desiquilíbrios nutricionais significativos na pastagem, que limitam o desempenho animal”, comenta Mariana Lisboa, gerente nacional de Nutrição da Supremax.
A especialista explica que o crescimento rápido da forragem tende a gerar excesso de proteína degradável no rúmen, mas pode faltar energia disponível na mesma proporção para que o animal aproveite o nutriente. Além disso, pastos tropicais apresentam deficiência de minerais como fósforo, cálcio e sódio, essenciais para processos metabólicos ligados ao ganho de peso e à reprodução. A forragem muito tenra também pode apresentar baixa fibra efetiva, prejudicando a fermentação ruminal, enquanto o alto teor de água reduz o consumo total de matéria seca e a ingestão de nutrientes.
Segundo Mariana, o ponto central está no equilíbrio entre energia, proteína e minerais. “Quando esse balanço é respeitado, a microbiota do rúmen trabalha de maneira mais eficiente, a digestibilidade do pasto aumenta e o animal consegue converter melhor o alimento ingerido em ganho de peso. Sem energia suficiente, parte da proteína consumida é perdida na forma de ureia. Ou seja, o animal come, mas não transforma esse consumo em desempenho como poderia. A suplementação corrige essas falhas e potencializa o uso do pasto”, afirma.
Quando o equilíbrio nutricional não é respeitado, os reflexos aparecem rapidamente. O rebanho pode apresentar queda no ganho médio diário, redução na fertilidade das matrizes e menor eficiência alimentar. A longo prazo, isso significa ciclos produtivos mais longos, menor giro de capital e redução da margem da atividade. Em contrapartida, ao complementar a dieta com minerais ou com fontes proteico-energéticas adequadas, é possível aumentar o consumo total de nutrientes, melhorar a conversão alimentar e reduzir o tempo de recria e terminação.
Em sistemas bem ajustados, o ganho médio diário pode saltar de cerca de 450 gramas para 900 gramas por animal, praticamente dobrando a produtividade no mesmo período.
“Esse avanço antecipa a idade ao abate ou a maturidade reprodutiva e melhora o fluxo de caixa da propriedade. Quando o produtor acelera o ganho de peso nas águas, ele libera pasto mais cedo e melhora o resultado financeiro. A suplementação deixa de ser vista como despesa e passa a ser reconhecida como investimento”, reforça a gerente.
Além dos resultados imediatos, o manejo nutricional correto no período chuvoso prepara o rebanho para enfrentar o período seco com melhor condição corporal, maior resistência e menor necessidade de suplementação corretiva, mantendo o desempenho reprodutivo.
O acompanhamento de indicadores como ganho médio diário, taxa de prenhez e custo por quilo de peso ganho é fundamental para medir o retorno da estratégia nutricional e o impacto econômico na fazenda.
“A melhor forma de quebrar o ‘mito da suficiência do pasto’ é apresentar números. Quando o pecuarista compara o investimento na suplementação com o ganho adicional de peso e a redução do ciclo produtivo, percebe que deixar de suplementar nas águas pode significar abrir mão de rentabilidade. Com planejamento, equilíbrio nutricional e acompanhamento técnico, as águas deixam de ser apenas sinônimo de pasto verde e se transformam em um verdadeiro motor de produtividade para o rebanho”, conclui Mariana Lisboa.
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