Toffoli “confisca” provas e aumenta suspeita de que ministros do STF estejam envolvidos no caso Master

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A medida afeta bens e documentos recolhidos de 42 alvos, incluindo figuras de peso como o empresário Nelson Tanure e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, tomou uma decisão que foge completamente aos ritos tradicionais da Polícia Federal ao determinar que todo o material apreendido na segunda fase da Operação Compliance Zero seja enviado diretamente para a sede da Corte, em Brasília. A medida afeta bens e documentos recolhidos de 42 alvos, incluindo figuras de peso como o empresário Nelson Tanure e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Ao ordenar que celulares e computadores sejam lacrados e acautelados sob sua custódia pessoal, Toffoli impede que a Polícia Federal realize a perícia imediata dos dados, como ocorre em qualquer investigação comum. Essa interferência direta no trabalho da corporação levanta questionamentos sobre a transparência do processo, já que o procedimento padrão prevê que os técnicos da PF extraiam as informações logo após as apreensões para evitar a perda de provas.

A estranheza em torno do despacho do magistrado alimentou rumores nos bastidores do poder sobre um possível esforço para conter o avanço das investigações. A atitude do ministro aumentou as suspeitas de que o conteúdo dos dispositivos eletrônicos apreendidos possa revelar o envolvimento de membros da própria cúpula do Judiciário no esquema de fraudes financeiras, transformando o caso em um potencial campo de provas extremamente sensível para o STF.

Toffoli mudou de ideia e deu nova decisão na noite desta quarta-feira (14). Ao considerar o sucesso da operação no caso do Banco Master, Toffoli ressaltou que os materiais apreendidos na segunda fase da Operação Compliance Zero não devem mais ficar “lacrados” e “acautelados” na sede da Corte, em Brasília. A nova determinação é para a custódia da PGR.

 

 

 

 

 

Por:PabloCarvalho/N.Norte

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