Ex-presidente passou por procedimento delicado em Brasília e planeja participar de ato político em defesa da anistia na próxima semana
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O ex-presidente Jair Bolsonaro confirmou neste domingo (04/05) que recebeu alta hospitalar após permanecer internado por mais de 20 dias em Brasília. Ele passou por uma cirurgia para tratar uma obstrução intestinal e afirmou, em nota, estar pronto para retomar sua agenda pública. “Volto para casa renovado”, disse.
O procedimento cirúrgico foi realizado no último dia 13 de abril, após Bolsonaro sentir fortes dores abdominais e apresentar distensão durante uma agenda no Rio Grande do Norte, dois dias antes. Segundo os médicos, a operação transcorreu sem intercorrências e não houve necessidade de transfusão de sangue. No entanto, devido à complexidade do quadro, o ex-presidente permaneceu internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para observação.
De acordo com o cardiologista Leandro Echenique, que acompanha o caso, cirurgias abdominais extensas como a de Bolsonaro provocam uma inflamação sistêmica que exige vigilância constante, principalmente quanto à pressão arterial e à prevenção de infecções.
Apesar das recomendações médicas para repouso e restrição de visitas, Bolsonaro recebeu o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, no hospital no último dia 22.
Retorno à cena política
Mesmo em recuperação, Bolsonaro demonstrou intenção de participar do ato pró-anistia marcado para a próxima quarta-feira (07/05), em Brasília. O evento é organizado por apoiadores que defendem o perdão a condenados por envolvimento nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.
Intimado durante a internação
Durante o período de internação, o ex-presidente foi intimado, no dia 23 de abril, sobre a abertura de uma ação penal no Supremo Tribunal Federal (STF). A notificação foi entregue diretamente na UTI, após Bolsonaro aparecer em uma transmissão ao vivo, o que levou a Corte a concluir que ele estava em condições de ser formalmente comunicado.
A decisão gerou reação de sua defesa. O advogado Paulo Cunha Bueno criticou a medida e afirmou, em nota, que a intimação em ambiente hospitalar contrariaria o Código de Processo Penal, que veda esse tipo de citação a pacientes em estado grave.
Apesar das controvérsias judiciais, Bolsonaro segue ativo politicamente e demonstra intenção de intensificar sua participação em eventos públicos e manifestações de sua base de apoio.
Da redação
